Quando o cuidar
vira abandono de si
Frequentemente, são pessoas vistas como fortes, maduras, generosas. E muitas realmente são. O problema é quando esse cuidado com o outro vira abandono de si.
A pessoa se acostuma a se deixar por último. Adia descanso, engole sentimentos, relativiza dores, aceita mais do que deveria. E, com o tempo, pode começar a se sentir vazia, ressentida, esgotada ou até sem saber quem é além do papel de cuidar.
Isso acontece muito com mulheres, porque muitas cresceram ouvindo que precisam ser firmes, disponíveis, compreensivas e capazes de suportar bastante coisa. Mas pode acontecer com qualquer pessoa que aprendeu a ser necessária para ser amada.
A terapia ajuda a olhar para esse padrão com mais delicadeza e profundidade. Não para deixar de amar ou de cuidar, mas para que esse cuidado não aconteça às custas da própria vida emocional.
Cuidar dos outros não deveria exigir que você desapareça de si.